D. Dinis Business School

5ª Conferência - "Empreendedorismo e Inovação - Análise das opções estratégicas para as empresas"

5ª Conferência - "Empreendedorismo e Inovação - Análise das opções estratégicas para as empresas"

A 14 de janeiro realizou-se a 5ª Conferência sob o mote “Empreendedorismo e Inovação – Análise das opções estratégicas para as empresas” do “Ciclo de Conferências - Reconstruir Portugal”, com um total de 150 participantes.

 

Como oradores, estiveram presentes João César das Neves, economista, José Gomes Ferreira, Subdiretor de informação da SIC e Franquelim Alves, ex-secretário de Estado do Empreendedorismo.

 

Destacamos um excerto de uma notícia retirada do Jornal de Leiria, a 16 de janeiro de 2014, escrita por Raquel de Sousa Silva.

 

“Temos a grande vantagem de sermos flexíveis e pequeninos”, já que “a flexibilidade é a melhor maneira de sair da crise”, “temos de aprender” com esta crise e “temos de deixar de usar regras antigas para novas realidades”. A economia mundial vive tempos de “transformação intensíssima”, devido às novas tecnologias e às mudanças geopolíticas e financeiras. O professor da Católica, João César das Neves, referiu ainda que isto “tem consequências laterais”, uma das quais é o “aumento da desigualdade na distribuição do dinheiro” que está a provocar sentimentos de injustiça na sociedade, desconfiança face aos políticos e aumento dos movimentos extremistas. Assistimos, assim, à sobrevalorização do talento, “pago a peso de ouro” e a uma queda dos salários mais baixos. Para João César das Neves, estes fenómenos criam enormes tensões sociais, com as quais os políticos nem sempre conseguem lidar, adotando medidas de concessão de subsídios e de facilitação do crédito, que estarão na origem da crise financeira. O Economista defendeu ainda que houve uma mudança no paradigma da criação de valor, pelo que hoje “não se ganha dinheiro a produzir, mas sim a conceber e a vender.

 

José Gomes Ferreira por sua vez disse que “somos todos culpados” da situação a que chegámos, “pelo menos devido à indiferença pelo que estava a acontecer”. Para o Subdiretor de informação da SIC, foram feitos muitos negócios que prejudicaram o País, mas “de forma legal”, porque “foi tudo legislado” antes da sua realização. José Gomes Ferreira referiu ainda que existem mercados que foram “criados artificialmente para dar dinheiro” a certos lobbies e admitiu recear que a troika saia do País sem conseguir resolver alguns dos principais constrangimentos à competitividade das empresas e da economia.

 

Para o Gestor do Compete, Franquelim Alves “Dinheiro barato e sem risco dá sempre mau resultado”, o acesso a “dinheiro fácil terminou”. Existe uma “tendência cada vez maior para a componente intangível dos produtos ter um peso significativo”.  Entre outros aspetos, referiu que na área da Investigação & Desenvolvimento tem havido muita despesa e “poucos resultados em termos de liderança de mercado”. Em Portugal “criou-se a tendência para complicar regras e para não as seguir com rigor absoluto”, defendendo que seria preferível haver menos regulamentação e fazê-la cumprir sem desvios.

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