D. Dinis Business School

“A estratégia é absolutamente decisiva, mas tem que partir de coisas reais” Augusto Mateus

“A estratégia é absolutamente decisiva, mas tem que partir de coisas reais” Augusto Mateus

A 7ª Conferência ”Novos Padrões de Desenvolvimento Económico para Portugal e Opções Estratégicas Futuras para o País” realizou-se no passado dia 18 no Edifício da NERLEI.

Uma conferência integrada no Ciclo de Conferências "Reconstruir Portugal - Qualificação e Competitividade Regional" organizado pela D. Dinis, Business School e pela NERLEI, e que terá a sua última conferência na próxima terça feira, dia 25.

No painel de oradores contámos com a presença de Augusto Mateus, Ex-ministro da Economia,António Casanova, CEO da Unilever Jerónimo Martins e David Dinis, Ex-editor de Política do Jornal Sol.

 

Retirámos um excerto de uma notícia do “Jornal de Leiria” do dia 20 do respetivo mês, escrita por Raquel de Sousa Silva.

 

Augusto Mateus, referiu que “Não podemos ter um futuro a tomar apenas decisões do dia-a-dia”, porque com esta política “não se investiga nem se desenvolve “seja o que for”. Vivemos numa “ditadura do presente” que “não dá resultado nenhum”, já que a estratégia implica pensar a médio longo prazo. Mas reconheceu que nem sempre é fácil “saber o que é” a estratégia, lembrando que aquilo que hoje é “assobiado”, amanhã poderá passar a ser altamente valorizado.

“A estratégia é absolutamente decisiva, mas tem que partir de coisas reais”. Portugal não pode ambicionar ter sucesso a produzir com base em salários reduzidos, “temos capacidades e podemos especializar-nos em áreas que o mundo quer comprar”. “Teimamos em vender o que queremos e não o que o mundo quer comprar” este é o nosso grande problema.

Hoje em dia ainda pensamos que “os empregos são para a vida, quando podem desaparecer de um dia para o outro”, por isso “que mal tem ajustarmos comportamentos e atitudes para nos adaptamos a esta realidade?”. “Portugal precisa de vencer o seu principal bloqueio, que é ter medo da solução e não do problema, precisamos de confiança e liberdade de iniciativa”.

 

António Casanova, da Unilever Jerónimo Martins, defendeu que o Estado “está completamente enfeudado a clientelas” e as empresas que pretendem trilhar o seu caminho não deverão contar com ele mas sim virar-se e assentar no mercado externo.

 

O jornalista David Dinis defendeu igualmente que nenhuma estratégia ditada pelo Estado poderá resolver hoje em dia os problemas das empresas em Portugal. Estes dois anos e meio permitiram perceber que vivemos numa sociedade “resiliente”.

 

 

Dia 25 do respetivo mês teremos a 8ª e última conferência deste Ciclo. Sob o mote "Desafios para a Promoção da Competitividade" contamos com a presença de Luís Magalhães, Head of Tax & Head of Markets KPMG; Ricardo Costa, Diretor do Expresso e Fernando Seara, Vereador da Câmara Municipal de Lisboa.

 

Pode já efetuar a sua inscrição ou ver o programa completo.

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